Apesar de ainda estarem distantes da realidade do grande público, as impressoras 3D estão entre as principais tendências educacionais apontadas para o futuro próximo. A versão de 2014 do Horizon Report for Higher Education indica que este recurso é um dos que mais podem ajudar a impulsionar as mudanças que devem acontecer no Ensino Superior nos próximos anos. A impressão 3D pode transformar o ambiente de ensino ao inserir professores e alunos em um contexto de criação conjunta e de uma troca real de conhecimentos. Isso significa que esses equipamentos podem, no futuro, possibilitar um acesso mais barato a diversos recursos didáticos interessantes.

E já existem escolas pelo mundo adotando o recurso para produzir novos materiais! Nas aulas de Antropologia da Faculdade de Miami, por exemplo, as impressoras 3D têm sido usadas para que os alunos conheçam o Egito Antigo de uma maneira diferente: por meio do contato com réplicas de objetos usados por homens da época, é possível promover análises e discussões que, sem o recurso, provavelmente só aconteceriam em um museu. As impressoras podem ser usadas, ainda, para produzir representações topográficas para as aulas de Geografia; réplicas de animais e plantas, para as de Biologia, e por aí vai.

Além de melhorias didáticas, a assimilação das impressoras 3D pelo ambiente acadêmico também pode trazer benefícios mais diretos à sociedade como um todo, levando-se em consideração os projetos de pesquisa e de extensão das universidades. Na Austrália, por exemplo, uma parceria entre a Universidade de Wollongong e o Hospital St. Vincent de Melbourne mostrou que, aliada à pesquisa, essa ferramenta tecnológica pode ajudar a salvar muitas vidas no futuro. Os pesquisadores australianos conseguiram, a partir de células tronco e de uma impressora 3D, criar células de cartilagem, que estão sendo testadas.

Para entender melhor, as impressoras 3D conseguem modelar materiais como plástico, gesso, metal, borracha, cera, tecidos, resina e até mesmo alimentos a partir de imagens digitais, trazendo às nossas mãos algo que antes existia só na tela do computador. Para saber como elas funcionam, vale conferir este infográfico aqui e torcer para que, em breve, esse recurso esteja mais próximo da sala de aula.

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